A Prefeitura de São Paulo afastou um servidor da Guarda Civil Metropolitana apontado pela própria administração como responsável pelo vazamento de dados do Smart Sampa, o sistema municipal de videomonitoramento com reconhecimento facial. O caso foi revelado pelo portal UOL na terça-feira (20). Segundo a reportagem, o material ficou exposto em um repositório público na internet por cerca de 11 meses e permitia acesso a mais de 58 mil câmeras.
De acordo com o UOL, o repositório tinha 181 logins e senhas de usuários autorizados, dados de mais de 6 mil agentes de segurança e instruções para acessar o sistema. Entre as câmeras expostas estavam mais de mil em Unidades Básicas de Saúde, 427 em escolas municipais de educação infantil e 118 em centros de atenção psicossocial. A Prefeitura nega que o material contivesse senhas e chaves de acesso capazes de comprometer o sistema, e afirma que o conteúdo foi retirado do ar.
O que diz a Prefeitura
A gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) classificou o caso como “ato criminoso” isolado e negou falha de segurança na plataforma. O servidor é investigado pela Corregedoria da Guarda Civil Metropolitana. A Secretaria Municipal de Segurança Urbana informou que reforçou a proteção com senhas exclusivas, autenticação em dois fatores e validação por SMS para novas senhas. Segundo o portal Convergência Digital, Nunes admitiu que a autenticação em dois fatores não estava ativa antes e disse que não houve acesso indevido. A Prefeitura cita ainda a fiscalização do Tribunal de Contas do Município e uma consultoria em privacidade de dados.
Ministério Público
O Ministério Público de São Paulo instaurou uma notícia de fato na Promotoria de Justiça do Patrimônio Público. Segundo o Metrópoles, ainda não há investigação formal: o caso será distribuído a um promotor, que vai decidir se abre inquérito civil. O nome do servidor não foi divulgado.
Com informações do Metrópoles, do Olhar Digital e do Convergência Digital, a partir de reportagem do UOL.






