O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, deflagrou nesta sexta-feira (23) a terceira fase da Operação Cavalo de Troia, que investiga suspeitas de fraude na gestão de resíduos sólidos urbanos em Bauru, no interior paulista. Um investigado, suspeito de intermediar o pagamento de propinas ligadas à concessão do serviço, foi preso preventivamente. Com apoio da Polícia Militar, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços de empresas suspeitas de intermediar os repasses. A identidade do preso não foi divulgada.
Segundo a investigação, empresas e contratos sem atividade econômica efetiva teriam sido usados para dar aparência de legalidade a repasses indiretos a agentes públicos e a pessoas indicadas por eles. Os pagamentos identificados até agora passam de R$ 4 milhões. A Justiça determinou medidas para garantir bens e valores de até R$ 20 milhões. Essa frente da apuração começou com uma nota fiscal apreendida numa fase anterior da operação.
A operação apura suspeita de direcionamento da licitação para a concessão do sistema integrado de resíduos sólidos da cidade, um contrato de 30 anos estimado em R$ 5,2 bilhões, que acabou cancelado. Somadas as três fases, oito pessoas já foram detidas, entre elas o secretário municipal de Governo, Renato Purini, marido da prefeita Suéllen Rosim (PSD), preso preventivamente em 16 de outubro. Seis investigados já são réus. A reportagem consultada não traz manifestação da Prefeitura nem das defesas, e os investigados têm direito à presunção de inocência.
Com informações de CNN Brasil e MPSP
Foto: Divulgação/MPSP






