O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), concedeu nesta sexta-feira (23) uma liminar que impede o presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, de suspender sozinho o canal “Exército do Lula” no WhatsApp. Pela decisão, a suspensão, a retirada ou a restrição do canal só podem ocorrer por decisão do plenário do tribunal. O pedido foi feito pela campanha do presidente Lula (PT), segundo a CNN Brasil, a Gazeta do Povo e o Metrópoles.
De acordo com o Metrópoles, Floriano considerou que uma nova suspensão às vésperas do segundo turno poderia gerar instabilidade e desinformação, e apontou divergência entre os ministros sobre quem pode ordenar a retirada de canais, tema que ainda não foi levado ao colegiado. O canal, criado pelo deputado André Janones (Rede-MG) depois do primeiro turno, chegou a 10 milhões de seguidores nesta sexta. Mais cedo, Janones havia dito que o TSE derrubaria o canal à noite.
Em nota, o TSE afirmou que não determinou a retirada de nenhum canal de WhatsApp e classificou como indevidas as especulações sobre o tema. Na quinta-feira (22), Nunes Marques havia dado 24 horas para a Meta apresentar um relatório técnico sobre o canal e extinguiu uma ação de Flávio Bolsonaro (PL) contra ele, por perda de objeto, após a aprovação de uma resolução que exige o registro desses canais. Até a publicação das reportagens, não havia manifestação de Nunes Marques sobre a liminar.
Com informações de CNN Brasil, Metrópoles e Gazeta do Povo
Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE | Reprodução/CNN Brasil






