O Supremo Tribunal Federal (STF) deve deixar para 2027 o julgamento que vai definir se os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça podem ser investigados em apurações ligadas ao Banco Master. A análise começou em setembro e foi suspensa em 15 de setembro, quando o ministro Flávio Dino pediu vista, ou seja, mais tempo para estudar o caso. Naquela sessão, o placar parcial estava em 4 a 3 para que os casos dos dois ministros fossem julgados separadamente.
Pelo regimento, Dino tem até 90 dias para devolver o processo, prazo que vence em dezembro. Depois disso, cabe ao presidente do STF, Edson Fachin, marcar a retomada. Como os ministros entram em recesso em 18 de dezembro e só voltam em fevereiro, a tendência é que o tema volte à pauta apenas no próximo ano.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a anulação de um relatório da Polícia Federal por entender que Mendonça não poderia aprofundar apurações sobre outro ministro sem aval do plenário. O relatório se baseia em dados do celular do banqueiro Daniel Vorcaro e cita um contrato de R$ 131 milhões entre o Master e o escritório da família de Moraes. Moraes nega irregularidades, questiona a legalidade do material e pediu que Mendonça seja investigado por abuso de autoridade. Mendonça afirma que apenas mandou identificar um interlocutor de Vorcaro e que levou o caso ao presidente do tribunal quando o nome do colega apareceu.
Com informações de R7 (via TV Guararapes) e Agência Brasil
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