A Prefeitura de Itapeva, no sudoeste paulista, decretou estado de calamidade pública por 180 dias em razão de um “desastre biológico de veiculação hídrica”. O Decreto nº 15.526, publicado no Diário Oficial do município na sexta-feira (6), cita laudos de 28 de outubro e 4 de novembro que identificaram o protozoário Cryptosporidium e a bactéria Escherichia coli enteroagregativa em amostras da rede de abastecimento. A cidade registrou mais de 4,3 mil casos de gastroenterite desde setembro.
O Cryptosporidium, encontrado pelo Instituto Adolfo Lutz na região central e nos bairros Vila Maringá, Vila Nova e Bairro de Cima, resiste ao cloro usado no tratamento convencional e pode causar desidratação grave em crianças pequenas, idosos, gestantes e imunossuprimidos. O decreto autoriza distribuição gratuita de água por caminhões-pipa e pontos fixos e contratações emergenciais; o município ainda vai pedir a homologação ao governo do Estado e o reconhecimento federal. Algumas escolas suspenderam as aulas.
A Sabesp, que opera o sistema, anunciou um pacote de R$ 50 milhões: ultrafiltração nas estações Pilão e Aranhas, comissão técnica independente, dez pontos gratuitos de água e suspensão da cobrança de água e esgoto nas contas emitidas entre 6 de novembro e 5 de dezembro. A Prefeitura orienta ferver a água por pelo menos cinco minutos antes de beber ou cozinhar e procurar uma unidade de saúde em caso de diarreia, cólicas, náuseas ou vômitos.
Com informações de SBT News e do Diário Oficial de Itapeva
Foto: Reprodução/SBT News






