Uma moradora de São José dos Campos publicou nesta quinta-feira (5) um vídeo nas redes sociais em que pede ajuda para a mãe, ferida num acidente de trânsito no último domingo. Segundo o relato, a paciente passou por três unidades de saúde e continua à espera de um leito de internação.
O acidente
De acordo com a filha, um carro bateu na traseira do veículo em que estavam os pais dela e empurrou o automóvel para debaixo de outro veículo. A mãe ficou presa nas ferragens e, ainda segundo o relato, teve uma parada cardiorrespiratória. O pai também se feriu: está com três costelas quebradas e o pé machucado.
Alta em Taubaté e falta de leito na Vila Industrial
A mulher foi levada inicialmente a um hospital de Taubaté. A filha afirma que lá “não fizeram absolutamente nada” e que a paciente recebeu alta.
Como a mãe continuava mal, a família a levou à unidade da Vila Industrial, em São José dos Campos. Segundo o relato, a pressão arterial estava muito alta e a glicemia também, embora a paciente não tenha histórico de diabetes nem de hipertensão. Ela foi colocada no corredor e, como não havia leito disponível, foi mandada de volta para casa.
No dia seguinte, a família chamou o Samu. A filha conta que a glicemia chegou a 293. A paciente voltou à Vila Industrial e, depois de cerca de 50 minutos na maca da ambulância, uma médica informou que a unidade estava superlotada e sem leito. A família recebeu três opções: aguardar uma vaga com a paciente sentada numa cadeira, sem previsão de atendimento, levá-la para casa ou procurar outro hospital.
Três dias à espera na Clínica Sul
A família então levou a mulher ao Hospital Clínica Sul. Lá ela foi atendida na emergência, fez exames de sangue com resultados alterados e ficou em observação. Segundo a filha, já são três dias sem transferência para um leito. Os papéis de internação foram assinados na manhã desta quinta-feira (5), mas às 20h a paciente ainda não tinha sido levada para um quarto.
No vídeo, a filha também afirma que a mãe reclamava de dor abdominal desde o dia anterior sem ser examinada, e que a barriga estava “extremamente distendida”. Segundo ela, o raio-X e a medicação só foram pedidos depois que ela se exaltou, e funcionários ameaçaram chamar a polícia. Ela relata ainda que uma médica orientou a família a dar à paciente os remédios levados de casa, o que foi negado pela profissional do plantão seguinte, e que o acesso venoso da mãe estava perdido, com o braço ficando roxo, sem que a equipe o retirasse.
“Eu não sei se eles estão esperando acontecer o pior”, diz a filha.
O pedido da família
A família pede a transferência da paciente para o Hospital Regional, para a Vila Industrial ou para a Santa Casa, além de exames de imagem, como tomografia e ultrassom. “Se for algum dano cerebral, a gente nunca vai saber se não fizer uma tomografia”, afirma a filha. Ela conta que a mãe, descrita como “extremamente comunicativa”, não consegue mais concluir frases nem lembrar das coisas.
“A gente da família não quer expor ela, mas a gente vai ter que expor para ver se alguém resolve. A gente está pedindo socorro”, diz.
Outro lado
O espaço está aberto para manifestação da Prefeitura de São José dos Campos, do Hospital Clínica Sul e da unidade de saúde de Taubaté citada no relato.
Foto: Reprodução/Redes sociais





