As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, nesta terça-feira (3), tiveram uma série de marcas inéditas. Pela primeira vez, o país elegeu uma mulher indígena e uma mulher negra para governar um estado, e um homem assumidamente gay para o Senado. Os três são do Partido Democrata.
Deb Haaland, Novo México
Deb Haaland venceu a disputa pelo governo do Novo México com 57% dos votos, contra 43% do republicano Greg Hull, ex-prefeito de Rio Rancho. Ela é a primeira mulher indígena eleita governadora de um estado americano.
Haaland pertence ao povo Laguna Pueblo. Em 2018, foi uma das duas primeiras mulheres indígenas eleitas para o Congresso. Em 2021, virou secretária do Interior no governo Joe Biden, a primeira pessoa indígena a comandar um ministério nos EUA. Ela toma posse em 1º de janeiro de 2027, no lugar de Michelle Lujan Grisham.
Keisha Lance Bottoms, Geórgia
Ex-prefeita de Atlanta, Keisha Lance Bottoms venceu o bilionário republicano Rick Jackson e será a primeira mulher negra a governar um estado na história dos EUA. A disputa estava empatada nas pesquisas. Com a vitória, os democratas tomam dos republicanos o governo da Geórgia, comandado por Brian Kemp, que não podia concorrer de novo.
Chris Pappas, New Hampshire
Deputado federal desde 2019, Chris Pappas, de 46 anos, derrotou o republicano John E. Sununu, ex-senador, e ficou com a vaga da senadora Jeanne Shaheen, que se aposentou. Ele é o primeiro homem assumidamente gay eleito para o Senado americano. A primeira pessoa LGBT eleita senadora foi Tammy Baldwin, de Wisconsin, em 2012.
Outras marcas
Em Minnesota, a vice-governadora Peggy Flanagan, do povo Ojibwe, se tornou a primeira mulher indígena eleita para o Senado. Em Michigan, Abdul El-Sayed será o primeiro senador muçulmano da história do país.
Com informações de The Boston Globe, Native News Online e CBS News. Imagem: Reprodução/Redes sociais.






