O Sistema Cantareira, que abastece cerca de metade da população da Grande São Paulo, vai continuar operando na faixa de atenção durante novembro. A classificação foi confirmada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e pela SP Águas, que acompanham os dados do manancial diariamente. Na manhã deste sábado (31), o volume útil chegou a 51,2%, o maior desde maio de 2025, quando estava em 52,7%. No fim de setembro, o índice era de 41,10%.
Na faixa de atenção, a Sabesp pode retirar até 31 metros cúbicos por segundo do sistema; em condição normal, o limite sobe para 33 m³/s. As faixas seguem a Resolução Conjunta nº 925/2017, criada depois da crise hídrica de 2014 e 2015: normal com 60% ou mais do volume útil, atenção de 40% a menos de 60%, alerta entre 30% e 40%, restrição entre 20% e 30% e especial abaixo de 20%. A melhora é atribuída às chuvas de setembro e outubro. O período seco vai até 30 de novembro, e as agências recomendam reduzir perdas na rede e controlar o consumo.
O Cantareira é formado pelos reservatórios Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro, com volume útil total de 981,56 bilhões de litros, e também contribui para o abastecimento da região de Campinas. Desde 2018, a represa da usina hidrelétrica Jaguari, na bacia do Rio Paraíba do Sul, está interligada à represa Atibainha. Segundo a ANA, a Sabesp pode usar, dentro do limite autorizado, a água transposta da bacia do Paraíba do Sul para reforçar o sistema.
Com informações da Agência Brasil e da ANA
Foto: Imagem ilustrativa | Barragem Sete Quedas, em Mairiporã, parte do Sistema Cantareira (Rovena Rosa/Agência Brasil)






