Meta, Google e X informaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta sexta-feira (23), que não identificaram irregularidades no canal “Exército do Lula”, criado no WhatsApp pelo deputado André Janones (Rede-MG), nem em desdobramentos nas outras redes sociais. As manifestações atendem a uma determinação do presidente do TSE, ministro Nunes Marques, que na quinta-feira (22) deu 24 horas para as empresas analisarem uma suposta atuação coordenada nas plataformas, segundo o Metrópoles e o Diário do Nordeste.
A Meta afirmou que os links do Instagram citados no processo não violam suas políticas nem têm indícios de comportamento inautêntico coordenado, mas disse que o prazo foi insuficiente e pediu cinco dias para analisar o material de um pen drive com as provas da acusação, ao qual teve acesso só na tarde de sexta. O Google disse não ter encontrado tráfego automatizado nem redes de robôs. O X reconheceu uma mobilização coordenada, com 58 hashtags e cerca de 8,2 milhões de publicações de 475,9 mil contas, mas afirmou que ela foi feita principalmente por contas autênticas de brasileiros, o que não é proibido pelas regras da rede nem pela lei eleitoral.
Mais cedo, o ministro Floriano de Azevedo Marques proibiu que Nunes Marques suspenda o canal sem aval do plenário. A campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que já havia pedido a suspensão do canal em outubro, voltou a acionar o TSE nesta sexta alegando abuso de poder na comunicação digital. Não há data para o tribunal decidir sobre os relatórios.
Com informações de Metrópoles e Diário do Nordeste
Foto: Imagem ilustrativa | José Cruz/Agência Brasil




