Assembleias de acionistas da Raízen aprovaram na sexta-feira (30) as medidas para colocar em prática o plano de recuperação extrajudicial da companhia, homologado em julho. Entre elas está um aumento de capital de até R$ 39,8 bilhões. A Shell, uma das controladoras, pode investir até R$ 3,5 bilhões, e a Aguassanta Participações, até R$ 500 milhões, se decidir participar. Parte das dívidas com credores será convertida em ações, e os demais acionistas terão direito de preferência.
Pelo cronograma divulgado, o conselho de administração vota o aumento de capital em 6 de novembro. O prazo para exercer o direito de preferência vai de 9 de novembro a 8 de dezembro, e as ações passam a ser negociadas sem esse direito a partir de 9 de novembro. As novas ações ordinárias e preferenciais classe B serão emitidas a R$ 0,25 cada, e as units, a R$ 0,50. A operação pode ser aprovada só em parte.
Os acionistas também aprovaram a separação dos negócios em duas empresas listadas: a Raízen Energia, de produção e venda de etanol, açúcar e bioenergia, e a Raízen S.A., de distribuição de combustíveis e lubrificantes com a marca Shell. Para isso, a Raízen S.A. vai reduzir o capital em até R$ 35 bilhões. A divisão ainda depende de condições previstas no plano, e a empresa vai preparar um processo para avaliar investimentos na distribuição, o que pode incluir uma oferta de ações. A reestruturação envolve uma dívida de cerca de R$ 65 bilhões.
Com informações de Money Times e BPMoney/Reuters
Foto: Imagem ilustrativa | Usina Costa Pinto, em Piracicaba (SP). Mariordo/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)






