A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, que declare o impedimento do ministro Alexandre de Moraes para relatar o inquérito que apura a relação do senador com o advogado Willer Tomaz. Se o impedimento não for reconhecido, os advogados pedem que Moraes seja declarado suspeito. A petição, assinada por Tracy Reinaldet, Matteus Macedo e Leonardo Castegnaro, pede ainda que o caso seja redistribuído ao ministro André Mendonça.
Segundo a defesa, Moraes e a mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes, viajaram em julho e agosto de 2025 no jato Legacy 650 (prefixo PP-NLR), da empresa Fraction 024, que aparece na investigação. A Polícia Federal identificou que Flávio, a família e Willer Tomaz usaram o mesmo avião em janeiro de 2025. A PF também apura se cotas da empresa foram usadas para pagar o escritório de Viviane, contratado pelo Banco Master; o escritório nega ter recebido cotas como pagamento. Os advogados afirmam ainda que o inquérito é desdobramento da Operação Sem Desconto, sobre fraudes no INSS, relatada por Mendonça.
O inquérito investiga a suspeita de que Flávio e Willer Tomaz mantinham uma sociedade indireta para lavar dinheiro, inclusive por meio de uma casa de apostas; o senador nega irregularidades. Moraes mandou cancelar os passaportes brasileiros de Flávio e entregar o italiano, mas ele deixou o país e está nos Estados Unidos. A defesa pede a revogação das medidas e diz que “questionar o resultado de um pleito pelas vias institucionais não é, nem pode ser, indício de fuga”. Até a publicação, Fachin não havia decidido, e Moraes segue como relator.
Com informações de GP1 e Diário do Centro do Mundo
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado (arquivo)





