O ex-secretário de Governo de Bauru Renato Purini, marido da prefeita Suéllen Rosim (PSD), decidiu ficar em silêncio no primeiro depoimento como investigado ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo. A audiência foi virtual, na tarde de quinta-feira (22), a partir da Penitenciária 2 de Potim, no Vale do Paraíba, para onde ele foi transferido na quarta-feira (21), e durou poucos minutos, segundo o JCNET.
Antes de começar, o promotor Nelson Aparecido Febraio Júnior, do Gaeco, informou Purini sobre as garantias legais, entre elas o direito de permanecer calado. Acompanhado por advogados, o investigado optou por não responder às perguntas. A reportagem não traz outras declarações da defesa.
Purini está preso preventivamente desde 16 de outubro, no âmbito da Operação Cavalo de Troia, que apura suspeita de direcionamento na licitação da concessão do sistema de resíduos sólidos de Bauru, um contrato de 30 anos estimado em R$ 5,2 bilhões que acabou cancelado. Somadas as três fases da operação, oito pessoas já foram detidas. Ficar em silêncio é um direito garantido pela Constituição, e os investigados têm direito à presunção de inocência.
Com informações de JCNET, MPSP e CNN Brasil
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