Um levantamento divulgado pelo jornal O Vale mostra que o patrimônio do Instituto de Previdência do Servidor Municipal (IPSM) de São José dos Campos teve uma queda de mais de 60% entre 2017 e 2025.
De acordo com os dados, que têm como base balancetes do próprio instituto, o valor corrigido passou de cerca de R$ 3,2 bilhões para R$ 1,2 bilhão ao longo do período.
A redução ocorre após mudanças na legislação municipal aprovadas em 2017, que alteraram a forma de cálculo dos aportes feitos pela Prefeitura ao sistema previdenciário.
Segundo o próprio IPSM, a regra passou a permitir o uso de parte dos rendimentos das aplicações do instituto para cobrir despesas, o que reduz a necessidade de repasses diretos do município, mas impacta o patrimônio ao longo do tempo.
Ainda conforme a reportagem, mais de R$ 1,7 bilhão em rendimentos teria sido utilizado para compensar valores que deixaram de ser repassados pela Prefeitura.
Dívida e parcelamentos
O levantamento também aponta que, a partir de 2021, o município deixou de realizar parte dos aportes de forma regular.
Entre 2021 e 2025, os valores não repassados somam centenas de milhões de reais, posteriormente negociados por meio de parcelamentos autorizados.
Prefeitura contesta leitura
Procurada, a Prefeitura afirma que o patrimônio não deve ser analisado de forma isolada.
Segundo o município, é necessário considerar também os valores a receber e a divisão entre fundos previdenciários, além do aumento das despesas com aposentadorias, que cresceram nos últimos anos.
Tema gera debate
A queda do patrimônio e o modelo adotado pela administração municipal têm gerado questionamentos e debate entre especialistas e representantes de servidores, principalmente sobre os impactos no longo prazo.




