A Polícia Civil de São Paulo indiciou o ex-vereador Milton Leite (União Brasil), ex-presidente da Câmara Municipal da capital, e mais 15 pessoas na Operação Vectura Corrupta, que investiga a infiltração do PCC no transporte coletivo. O inquérito foi apresentado no sábado (7), com pedido de prisão preventiva para os 16 investigados.
Segundo o delegado Fabricio Intelizano, da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Mogi das Cruzes, a facção controla ou influencia pelo menos 12 das 22 empresas de ônibus da capital, além de empresas no ABC e na Baixada Santista.
Papel de Milton Leite
O inquérito cita Milton Leite várias vezes como suposto responsável direto pelas empresas investigadas. Parte dos investigados disse que a Transwolff seria, na prática, dele, e depoimentos de policiais militares num processo na Justiça Militar também o apontam como dono de fato da empresa. Leite nega ligação com a facção.
Ele está preso desde 18 de setembro, quando se entregou na Dise de Mogi das Cruzes. Ficou primeiro na Cadeia Pública de Mogi e foi transferido para o CDP Guarulhos II, depois de denúncias de que recebia regalias.
Outros indiciados
Entre os indiciados está Levi dos Santos Oliveira, ex-presidente da SPTrans. A polícia também investiga suspeitas de financiamento de candidatos pelo PCC, principalmente na eleição municipal de 2024 em Praia Grande e na eleição deste ano, e de interferência em licitações.
Próximos passos
O relatório segue para o Ministério Público e a Justiça, que vão decidir sobre os pedidos de prisão. A polícia ainda vai analisar materiais apreendidos, apurar suspeitas de lavagem de dinheiro e identificar outras pessoas e empresas envolvidas.
A defesa de Milton Leite foi procurada pela imprensa no sábado e não se manifestou até a publicação. O espaço segue aberto.
Com informações de CNN Brasil e Metrópoles
Foto: Lucas Bassi/Rede Câmara






