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Em São José dos Campos, Saúde, Vale do Paraíba

Sem vaga na UTI de São José dos Campos, família é transferida para Diadema

Tayline Anare, de 24 anos, foi transferida com a bolsa rota e 30 semanas de gestação; mãe, marido e avó estão há quase um mês longe de casa, pagando pousada e comida

Por: Metrovale NotíciasPublicação: 6 de novembro de 2026|Atualizado: 6 de novembro de 2026
Ambulância na entrada do Hospital Municipal Dr. José de Carvalho Florence, em São José dos Campos

Tayline Anare, de 24 anos, estava na primeira gestação quando entrou em trabalho de parto com 27 semanas, em São José dos Campos. Os médicos conseguiram segurar o parto, mas com 30 semanas a bolsa rompeu. No dia 12 de outubro, às 19h, ela saiu de ambulância do Hospital Municipal Dr. José de Carvalho Florence, na Vila Industrial, para o Hospital Estadual de Diadema, na Grande São Paulo, a cerca de 100 km de casa.

Segundo a família, a médica que comunicou a transferência disse que Diadema foi o único hospital a aceitar o caso, porque a UTI neonatal de São José estava superlotada. A outra opção oferecida, conta a mãe de Tayline, Silvana Machado, foi continuar internada em São José, mas “assumindo a responsabilidade” caso o bebê nascesse sem vaga na UTI. “Como é que vocês soltam uma bomba dessa no colo de uma gestante de 30 semanas?”, diz Silvana. O bebê nasceu prematuro em Diadema e precisou de respirador. Hoje está no alojamento de treinamento ao lado da UTI neonatal, onde a mãe passa a ficar 24 horas com ele, ainda sem previsão de alta.

Desde a transferência, Silvana e o marido de Tayline, Luiz Henrique, estão em Diadema. Como só a paciente pode se alimentar no hospital, os dois comem fora e alugaram uma pousada; os parentes que visitam passam por cinco pedágios. A família elogia o acolhimento do hospital de Diadema, mas diz que ninguém de São José procurou saber como estavam. Na quinta-feira (5), Silvana afirma que ligou para a assistência social do Hospital Municipal para saber se haverá ambulância na volta, foi atendida com aspereza e a ligação foi encerrada. No mesmo dia, Tayline teve uma crise de choro e esgotamento e precisou de atendimento.

O Metrovale Notícias procurou a Secretaria de Saúde, a Comunicação da Prefeitura de São José dos Campos e a direção do Hospital Municipal, gerido pela SPDM, e perguntou sobre a lotação da UTI neonatal, o termo de responsabilidade oferecido à gestante, o acompanhamento social da família e o transporte de volta. Até a publicação, não houve resposta. A matéria será atualizada quando houver retorno.

Foto: Reprodução

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