Os dois policiais militares que atiraram contra Luan Vitor Silva Santos, de 21 anos, em Caraguatatuba, não estavam com câmeras corporais em uso, segundo o boletim de ocorrência. O jovem morreu no fim da tarde de segunda-feira (2), dentro de uma casa no Jardim Olaria. Foram cinco disparos, três de fuzil e dois de pistola .40. Os outros dois PMs que participaram da ocorrência aparecem no registro com as câmeras.
Pela versão dos policiais, a equipe foi chamada por causa de uma denúncia de disparo e ameaça. Ao chegar, segundo o BO, Luan entrou na casa, pegou uma arma artesanal de uma mochila e não obedeceu às ordens. O documento cita a possibilidade de ele ter atirado contra a equipe, ponto que ainda será esclarecido. A mãe, Lidiana, contesta: diz que os policiais chegaram atirando e que o filho não estava armado no momento em que eles entraram. Ela reconhece que Luan tinha a arma e afirma ter sido algemada ao tentar entrar no imóvel.
A Polícia Civil registrou o caso como morte decorrente de intervenção policial, sem conclusão sobre a legalidade da ação. A investigação inclui perícia nas armas e munições, exame necroscópico, análise da trajetória dos tiros e a busca por imagens de câmeras corporais, viaturas e imóveis próximos. A PM abriu um Inquérito Policial Militar. A Secretaria da Segurança Pública afirma que não compactua com excessos ou desvios de conduta. Luan deixou um filho de 2 anos. Informações podem ser passadas ao Disque Denúncia, pelo 181.
Com informações de OVALE
Foto: Reprodução/OVALE






