O presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou nesta quinta-feira (5) que vai renunciar ao cargo. A decisão foi divulgada em vídeo nas redes sociais, depois que a oposição convocou sessão extraordinária no Congresso para iniciar um processo de impeachment e que ele perdeu apoio dentro do próprio partido, o conservador Partido Colorado. O vice-presidente, Pedro Alliana, deve assumir a Presidência.
A crise começou com a intervenção do Banco Central do Paraguai no Ueno Bank, maior banco digital do país, que descumpriu exigências mínimas de solvência. Cerca de 3 milhões de clientes, num país de 6,5 milhões de habitantes, ficaram sem acesso às contas. Houve protestos em Assunção e oito executivos e empresários ligados ao banco foram detidos. Parlamentares acusam Peña de conflito de interesses, uso indevido de fundos de previdência e encobrimento ligados ao colapso do banco, que administrava cerca de US$ 850 milhões em recursos públicos.
No vídeo, Peña disse que tomou a decisão pensando “na estabilidade do país, na paz social e na necessidade de preservar as instituições democráticas”, pediu desculpas caso tenha falhado e afirmou que “a história se encarregará de julgar” os fatos. A renúncia ainda precisa ser apresentada formalmente ao Congresso, que decide se a aceita; se for recusada, o processo de impeachment segue. Economista, Peña governa o Paraguai desde agosto de 2023 e é aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Com informações de Terra e CNN Brasil
Foto: Ricardo Stuckert/PR (arquivo, Santiago Peña e Lula em 2025)





