O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve na quarta-feira (4) a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano, por unanimidade. O mercado esperava um corte de 0,25 ponto percentual. A decisão interrompe uma sequência de cinco reduções iniciada em abril; a taxa ficou em 15% de junho de 2025 a março de 2026.
No comunicado, o BC citou o aumento das incertezas nas últimas semanas e expectativas de inflação acima da meta, e não indicou os próximos passos. Segundo a Agência Brasil, pesam a guerra no Oriente Médio, o El Niño e a instabilidade recente do câmbio. O IPCA-15 de outubro subiu 0,32%, e a inflação em 12 meses chegou a 4,62%, acima do teto da meta, de 4,5%.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) chamou a decisão de “equivocada e excessivamente conservadora” e disse que os juros altos encarecem o crédito e aumentam o endividamento das famílias. Centrais sindicais também criticaram. Com a Selic mantida, o custo de empréstimos, financiamentos e do cartão de crédito tende a continuar alto, assim como o rendimento das aplicações de renda fixa.
Com informações de Agência Brasil e Agência Brasil
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil





