O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou no debate da TV Globo, na noite desta sexta-feira (23), que “o dinheiro do SUS é mal aplicado” e citou a falta de dipirona na rede pública para criticar o governo Lula (PT). O medicamento, porém, também faltou em 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro, pai do candidato, segundo dados reunidos pelo colunista Matheus Leitão, do Metrópoles.
Um levantamento da Confederação Nacional de Saúde (CNS) feito em julho de 2022 apontou falta de dipirona injetável em 62,9% dos 106 estabelecimentos pesquisados em 13 estados e no Distrito Federal, e de soro em 87,6%. Na mesma época, 80,4% das prefeituras ouvidas pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) relataram falta de remédios fornecidos pelo governo federal. O então ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, admitiu dificuldades ao Senado, e a pasta liberou reajustes de preços e reduziu o imposto de importação de insumos.
Na época, o Conselho Federal de Farmácia atribuiu a crise à priorização de medicamentos de maior demanda durante a pandemia e a surtos de doenças respiratórias. A reportagem não traz dados sobre falta de dipirona em 2026. No mesmo debate, Lula questionou Flávio sobre uma declaração de um assessor do senador a respeito dos gastos do SUS, e Flávio prometeu atualizar a tabela de preços de procedimentos do sistema, segundo a Exame.
Com informações de Metrópoles (coluna Matheus Leitão) e Exame
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