O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou nesta quinta-feira (22) que manifestações classificadas pelo governo como ilegítimas serão proibidas nos próximos dias. A decisão foi comunicada depois de uma reunião no Palácio do Eliseu com integrantes dos serviços de inteligência e ministros. Protestos organizados por entidades como sindicatos deverão seguir trajetos alternativos, definidos com o objetivo de proteger o comércio, segundo o governo.
Em um pronunciamento de pouco mais de três minutos, Macron atribuiu os tumultos, roubos e saques registrados no sábado (17) em várias cidades a grupos organizados de extrema esquerda, que, segundo ele, teriam o objetivo de derrubar a República. De acordo com a Confederação dos Comerciantes da França, cerca de 3 mil lojas foram alvo de furtos ou danos no último fim de semana. Pelo menos 174 pessoas foram detidas, e o toque de recolher voltou a valer em diversas cidades na noite de quarta-feira (21).
O primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, cobrou dos partidos uma posição clara contra a violência e prometeu transparência sobre as falhas na resposta policial aos episódios de sábado. As autoridades preveem um grande esquema de segurança para o próximo sábado (24), com veículos blindados e unidades de elite, quando o movimento dos Coletes Amarelos e grupos estudantis planejam novos atos em Paris.
Com informações de Agência Brasil e Agência Brasil (Reuters)
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