O relatório final da CPMI do INSS, apresentado nesta sexta-feira (27), pede o indiciamento de 216 pessoas por suspeita de envolvimento em fraudes contra aposentados e pensionistas.
Entre os nomes citados no parecer do relator, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), está o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República.
A defesa de Lulinha nega qualquer irregularidade, e ele não é formalmente investigado pela Polícia Federal. Ainda assim, o nome foi incluído no relatório sob suspeita de crimes como tráfico de influência, lavagem de dinheiro, organização criminosa e corrupção passiva.
Outro nome de destaque é o empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como um dos principais articuladores do esquema. Ele é citado por crimes como organização criminosa, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e fraudes eletrônicas.
Também aparece na lista Maurício Camisotti, apontado como operador e intermediário das fraudes, com suspeitas de envolvimento em crimes como lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e inserção de dados falsos em sistemas.
A CPMI investiga descontos indevidos em benefícios do INSS, que teriam atingido milhares de aposentados em todo o país.
O relatório, com mais de 4 mil páginas, reúne meses de apuração e será encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR), responsável por avaliar eventuais denúncias.
A comissão tem prazo para encerrar os trabalhos até este sábado (28), e a votação do relatório pode se estender, diante de divergências entre parlamentares e a apresentação de um parecer alternativo pela base governista.





