Imagem forte registrada por moradores comprova abandono e sensação de insegurança. Famílias relatam perda total da privacidade e cobram ação urgente do poder público.
Uma cena que se repete com frequência nos últimos meses no bairro Interlagos, zona sul de São José dos Campos, tem gerado revolta e desespero nos moradores: pessoas em situação de rua dormindo na porta das casas, em plena calçada residencial, ao lado de restos de comida, lixo e objetos pessoais.
A imagem registrada por uma câmera de segurança no dia 9 de junho mostra com clareza a situação: um homem deitado no chão, dormindo encostado ao muro de uma residência. Na frente da casa, também é possível ver colchão improvisado e mais lixo acumulado. Para os moradores, isso representa o ponto mais crítico de um problema que vem se agravando e afetando diretamente a vida, a rotina e a privacidade das famílias.
“A gente não consegue sair de casa com tranquilidade. Quando abre o portão, tem alguém deitado, mexendo em lixo ou urinando no muro. Já virou um cenário comum. E o medo vem junto: não sabemos se estão armados, se estão sob efeito de drogas”, relata uma moradora que prefere não se identificar.
Calçadas viram abrigo improvisado
A revolta dos moradores do Interlagos vai além da presença nas praças e avenidas. O que mais assusta é a aproximação direta com as residências. Segundo relatos, não é raro encontrar pessoas em situação de rua dormindo nas calçadas laterais, sob sacadas, ou encostadas nos portões das casas. Muitos relatam que os filhos não conseguem sair para a escola e que já houve episódios de ameaças, gritos durante a madrugada, sujeira, uso de drogas e até defecação em frente às portas.
“A sensação é de abandono total. O bairro está largado. E o que mais dói é ver que ninguém faz nada. A gente está vivendo cercado pelo medo, sem direito nem de abrir a janela”, afirma outro morador.
Críticas à parceria com clínicas de recuperação
Boa parte da revolta da comunidade é direcionada à parceria do Governo do Estado com clínicas de recuperação conveniadas, que deveriam acolher essas pessoas, mas segundo os moradores, não cumprem esse papel de forma eficiente.
Moradores relatam que muitos indivíduos abrigados por essas instituições saem livremente durante o dia, circulam pelas ruas sem qualquer acompanhamento, e acabam se concentrando novamente nas praças e calçadas residenciais, agravando ainda mais o problema.
“Essas clínicas recebem recursos públicos, mas não têm controle nenhum. Quem está sofrendo com isso somos nós, moradores de bairro, que pagamos impostos e temos nossas casas invadidas simbolicamente todos os dias”, desabafa um morador.
População pede ação imediata
A comunidade do Interlagos pede uma ação emergencial da Prefeitura e do Governo do Estado, com as seguintes demandas:
Fiscalização rigorosa das clínicas conveniadas Abordagem social eficaz, com acolhimento e reinserção real Limpeza pública frequente nas áreas afetadas Aumento da ronda da Guarda Civil Municipal
Para os moradores, não se trata de desumanidade, mas de equilíbrio: cuidar de quem precisa de ajuda sem destruir o direito à segurança e à dignidade de quem mora e trabalha no bairro.
“Ninguém aqui quer ver o sofrimento dos outros. Mas o que está acontecendo é abandono total dos dois lados. O Estado larga as pessoas nas ruas e vira as costas pra quem vive aqui. Chega disso. O povo merece respeito.”
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